08 fevereiro, 2010
E depois de vários meses meio que ignorando a existência deste blog, encantada pela rapidez e comunicabilidade do twitter, eis-me de volta ao meu bloguito velho do coração. Blogar é preciso.
Não abandonei o twitter, adoro aquilo lá, mas por vezes o que se tem a dizer não cabe erm 140 caracteres.
Muito se tem escrito sobre como a internet ameaça a mídia tradicional e como a falta de dinheiro pode acabar com a imprensa livre e o jornalismo profissional. Exagero daqueles que se vem ameaçados pelas novas tecnologias, já se ouviu o mesmo discurso com personagens diferentes: o videcassete iria acabar com o cinema, a TV com rádio etc. A verdade é que a maior pressão contra o jornalismo impresso não vem da internet, mas de uma nova consciência ambiental. Em um mundo em que é preciso combater o desperdício não é mais concebível que todos os dias sejam impressas toneladas de papel que se tornarão obsoletas ao final do dia. A mídia impressa precisa se reinventar, ninguém tem mais tempo para ler jornais enormes, ninguém se interessa mais pelo jornalismo opinativo, afinal opinião é igual testa [pra não dizer outra parte da anatomia] e todo mundo tem a sua. Se alguém quer saber opinião sobre filmes, computadores, câmeras fotográficas, política, futebol, muito mais fácil e produtivo acessar blog ou fórum especializado e contar com a opinião não de um [que pode ter sido influenciado por um jabá], mas de muitos, inclusive reais consumidores. Não sou tão pessimista e não vejo o jornalismo livre e profissional morto pela internet, mas vejo-o necessitando se reinventar e o metro - com seu design cosmopolita - é um bom exemplo do jornal do século XXI.
06 fevereiro, 2010
O CTB, o código de trânsito brasileiro, pune a pane seca, isto é, se o carro parar na rua por falta de combustível o proprietário do automóvel é multado. Estava na hora de começaram a punir carros que quebram por falta de manutenção. Todo santo dia quebras de carros prejudicam o trânsito nas grandes cidades, não está certo que a falta de diligência de alguns afete a muitos outros. A falta de manutenção também põe em risco não apenas o patrimônio, mas também a vida dos demais. Está na hora de deixar de passar a mão na cabeça das pessoas que não fazem manutenção no carro.
20 dezembro, 2009
E eu vou ver avatar de novo. De novo no imax em 3D.
Ontem vi avatar de James Cameron, em 3D em uma sala imax. É uma experiência completamente diferente de cinema, estamos envoltos na ação, tudo ocorre a nossa volta e não apenas à frente. As cores do filme, da incrível selva que é Pandora usam tudo o que o 3D pode dar. Quanto ao filme, vamos lá: é uma mistura de teoria de Gaya, com crítica a doutrina Bush, com pitadas de Elron e Duna, espiritismo e teoria das cordas. De tudo um pouco, as referências estão lá para quem consegue interpretá-las o que torna o filme bem divertido neste sentido. Quanto à trama estão representados lá: o capitalismo selvagem que não se importa em destruir desde que os investidores tenham lucro, o exército que detesta tudo o que lhe é estranho e os cientistas-ambientalistas que se maravilham e querem compreender um maravilhoso mundo novo. Li uma crítica na Folha dizendo que o filme era regular, não lembro o autor - não lembro mesmo, não é alguém que habitualmente escreve sobre cinema, não reconheci o nome - porque a história era fraca. Não sei como alguém pode considerar esta história do Cameron fraca, sendo fraco das ideias talvez? Cameron nos brinda com todo um novo mundo - como fez Tolkien, Lewis, J.K. Rowling - ele criou tudo: um povo, uma cultura, uma religião, mitos, lendas, heróis, animais e até um dialeto com ajuda de um línguista. Não criou pouco e nos brincou com cinema com todas as letras maiúsculas.